Aristóteles em sua genialidade observa que o homem só se aperfeiçoa como tal, quando se põe em meio a uma sociedade. Ele diz em seu livro A POLÍTICA: “[...] O homem é naturalmente feito para a sociedade política”. (pag. 4) Porque nós, que nascemos com o mesmo dom, de pensar, tornamo-nos tão distintos no curso de nossa curta existência?
O homem tem deturpado a visão aristotélica e realiza a vivência em sociedade de maneira suja e manipuladora.O antológico filósofo cria em uma comunidade organizada, em que cada um desempenhava o seu papel e eram importantes entre si.Na visão atual de mundo, o que observamos é uma necessidade da vida coletiva, porém, o intuito é o engrandecimento próprio. Não escrevo apenas sobre os egocêntricos parlamentares, digo também, aos corruptíveis cidadãos que muito se levantam para falar, mas, pouco se assentam para ouvir.
Não conseguiremos criar um topo sólido, com uma base gelatinosa tal qual observamos em nosso país.
Aristóteles diz que nos diferenciamos dos outros animais pela capacidade de raciocinar e eu vejo que esta capacidade tornou o “animal cívico” um predador de si mesmo. Precisamos varrer nosso quintal interior e limpar a nossa casa moral, só assim estaremos prontos para emprestar a vassoura intelectual como solução para a sujeira do soberano. Cuide-se para que não se faça extinta a nossa promissora espécie.
Assinado,
Um projeto de animal cívico.